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domingo, 14 de abril de 2019

P63 - Encontro de 16 camaradas da CART 2732, no passado dia 31 de Março, em Linda-a-Velha (Inácio Silva)



No passado dia 31 de Março, realizou-se um encontro com a presença de 16 camaradas da nossa Companhia, no Restaurante AQUARIUS, propriedade do nosso camarada Américo Bento e a convite deste. Da Ilha da Madeira, registou-se a presença do Ornelas e do Alfredo Gouveia.

Neste encontro, alguns camaradas fizeram-se acompanhar dos respectivos familiares, tendo contribuído para aumentar o número de "efectivos".

Mais uma vez, este evento foi da iniciativa do Malhão e do Pedro, que desenvolveram as convocatórias, através de telefonemas para todos os camaradas, cujos contactos são conhecidos.

O Ribeiro, que foi alferes de transmissões no COP6, teve a louvável iniciativa de colocar os nomes dos camaradas presentes numa fotografia do quartel de Mansabá, anexa a este post, tendo feito a entrega de um exemplar a cada um dos presentes.

Neste encontro, também nasceu a iniciativa de registar em ficheiro magnético, para já no computador do Ribeiro, os contactos de todos nós, telefónicos e de e-mail, devendo ser este último o meio pelo qual se privilegiará as convocatórias para futuros encontros.

O inesperado, reservado para o final, foi o facto do Américo Bento declarar que a conta do almoço seria por sua conta, o que nos deixou surpreendidos. Pelo simpático e amistoso gesto, deixamos-lhe os nossos sinceros agradecimentos.

Ficam, aqui, algumas fotos. No entanto, sabendo que outros camaradas também obtiveram imagens do encontro, solicita-se que as enviem para o endereço do blogue, cart2732@gmail.com, para que sejam apensas a este post.

13-04-2019
Inácio Silva

 Em primeiro plano, à esquerda Francisco Fonseca e à direita, Ismael Santos

 À esquerda a Isabel acompanhada pela Amélia, esposas respectivamente do Ornelas e do Inácio


 Inácio e Ornelas



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sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

P53 - A Petição dos Combatentes da Guerra do Ultramar, iniciativa do Administrador deste Blogue, Inácio Silva, vai ser discutida no Plenário da Assembleia da República no próximo dia 31 de Janeiro de 2018



Mensagem recebida pelo camarada Inácio Silva, a propósito da Petição Pública dos Combatentes, sua iniciativa do ano de 2011:

De: Petições
Enviado: 18 de janeiro de 2018 15:01
Assunto: Agendamento da Apreciação em Reunião Plenária da Petição n.º 309/XIII/2ª

Exmo. Senhor Inácio Rodrigues da Silva,
Encarrega-me Sua Excelência o Presidente da Assembleia da República de informar V. Exa. de que, na sequência da Conferência de Líderes realizada no passado dia ontem, foi deliberado agendar a apreciação da Petição n.º 309/XIII/2ª na reunião plenária do dia 31 de janeiro, a partir das 15 horas.

Neste sentido, a Assembleia da República tem o gosto de o convidar a assistir ao debate em causa, solicitando que nos façam chegar com a máxima brevidade possível a identificação das pessoas que os acompanharão.
Tendo em conta as limitações de espaço existente e o facto de, nos termos do Regimento da Assembleia da República, as reuniões plenárias serem públicas, solicitamos que uma possível delegação não ultrapasse o número máximo de 10 pessoas.

O acesso às galerias da Sala das Sessões processa-se pela porta da Praça de S. Bento (porta lateral do Palácio de S. Bento), à qual se devem dirigir no dia indicado com relativa antecedência.
Ao chegarem, não será necessário aguardar na fila. Depois de passarem pelo pórtico de raio X, devem dirigir-se ao funcionário que procede à acreditação dos visitantes e identificar-se (através de documento próprio), mencionando ainda que vêm assistir à reunião plenária na qualidade de peticionários ou seus representantes, aguardando, então, que vos acompanhem à galeria destinada para o efeito.

É aconselhável que os visitantes não tragam volumes ou objetos pessoais como sacos, mochilas, máquinas fotográficas ou telemóveis.
Caso transportem consigo estes objetos, os procedimentos de segurança à entrada serão mais demorados, visto que será necessário guardá-los.

Finalmente, salientamos que, para além da delegação, outros peticionários poderão vir assistir ao debate em reunião plenária, ainda que, nesse caso, o acesso às galerias se faça de acordo com o procedimento comum, ou seja, por ordem de chegada e enquanto a capacidade das mesmas o permitir.

Com os melhores cumprimentos,
João Silva
Técnico de Apoio Parlamentar
Divisão de Apoio às Comissões

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

P46 - Monumento aos combatentes construído em Machico, Madeira

Sendo eu natural de Machico, Madeira e tendo cumprido serviço militar na Guiné, nos longínquos anos de 1970-72, integrado na companhia de madeirenses, CART 2732, não posso deixar de louvar esta iniciativa da Liga dos Combatentes da Madeira, com o apoio do governo regional.

Fui surpreendido por esta agradável notícia, que sendo já muito tardia a prestação desta homenagem, não deixa, no entanto, de merecer o meu apreço.

A minha vénia aos meus camaradas de guerra que pereceram em terras de África, outrora, parcelas de Portugal...

http://ultramar.terraweb.biz/Memoriais_concelhos_Machico_Machico.htm

Inácio Silva

sábado, 12 de novembro de 2011

P36 - O grande ataque a Mansabá no dia 12 de Novembro de 1970

Por Inácio Silva

Inácio Silva com a sua Breda no abrigo da Mancarra

Durante os 23 meses de permanência em Mansabá, todos os dias, a qualquer hora, era possível verificar-se um confronto, repentino e inesperado, entre as forças do PAIGC e as nossas tropas, onde quer que elas estivessem: fosse numa operação militar programada, numa batida de zona, numa saída para o mato, à noite, numa coluna militar ou quando estivéssemos no quartel, acordados ou a dormir. Fosse, ainda, com a colocação de minas antipessoais ou anticarro, nos trilhos ou estradas por onde haveríamos de passar.

Estado em que ficou a Enfermaria.

Foram setecentos dias, dezasseis mil e oitocentas horas de permanente e absoluto alerta, com os olhos e ouvidos bem abertos, tentando perscrutar um movimento suspeito, um barulho, um estrondo, numa vasta área de mato, floresta e bolanha, em todo o perímetro do Quartel.
Diga-se, em abono da verdade, que a iniciativa dos ataques, partia, geralmente, dos homens do PAIGC, já que as tropas portuguesas estavam sediadas nos quartéis, cujas localizações eram suas, sobejamente, conhecidas, sendo, portanto, relativamente fácil localizá-las e desencadearem ataques às nossas guarnições.
A nós competia ocupar o território e defender as populações e as autoridades administrativas. Ao PAIGC competia marcar a sua presença em todo o território da Guiné, exercendo a guerrilha, lançando ofensivas, sem data nem hora marcadas, tentando causar baixas nas tropas portuguesas, com o objectivo de as desgastar e desmoralizar.

Num desses dias de 1970 (12 de Novembro), pelas 19H30, eu e alguns camaradas, após o jantar, já noite escura, temperatura amena, subimos, como habitualmente, para a cobertura do abrigo designado por Mancarra, para passar o tempo, o mais descontraidamente possível, até que o sono chegasse, estabelecendo, entre nós, diálogos aleatórios ao sabor de temas, ao acaso.

A minha maior preocupação eram os mosquitos que me rodeavam insistentemente, que se atiravam a mim como gato a bofe, não parando de me autoflagelar com palmadas para evitar que me picassem, a maior parte das vezes, em vão.
Sem conseguirmos ver nada que estivesse para além da periferia do quartel, a vinte metros de nós, cercada de arame farpado e iluminada pela energia produzida por um gerador, alimentado a gasóleo, cujo barulho era audível no local, de repente, a iluminação apagou-se. Tratava-se, sabíamos nós, de um procedimento habitual, pois era necessário fazer descansar aquele gerador e colocar outro em funcionamento.

Já não me lembro durante quantos segundos é que estivemos às escuras; penso que não terá ido além dos 30 ou 40 segundos. Nesse hiato decidi, sem nenhuma razão aparente, vociferar impropérios, na direcção do fosso negro, de nossos pés, até à mata.
O som das nossas vozes emitido, em absoluto silêncio nocturno, era perfeitamente audível a algumas centenas de metros. Fui acompanhado por outros camaradas, na mesma ladaínha: - Está na hora, seus filhos da p..., ataquem agora, aproveitem, seus cobardes.
Estas frases iam sendo repetidas, enquanto se vivia aquele momento de absoluta escuridão.

Alguns dos camaradas presentes nesta foto dormiam no abrigo da Mancarra, localizado nas suas costas. Inácio Silva sentado e encostado ao mini monumento que os defendeu dos estilhaços dos morteiros. A seta indica o sítio onde estavam quando começou o ataque.

Ainda estávamos naquele exercício provocatório, quando, inesperadamente, rompeu da escuridão, na nossa direcção, uma rajada de Kalashnikov (PPSH), conhecida por costureirinha pelo som característico, estridente que provocava, dando uma sensação de proximidade, seguida de lançamento de granadas de morteiro.
De imediato, saltámos da cobertura do abrigo, para o solo, tendo caído, nesse momento, três granadas de morteiro, perto de nós. A sorte esteve connosco, uma vez que as granadas caíram e rebentaram por detrás de um pequeno monumento, erigido pelos camaradas da Companhia que ali estivera antes de nós, a CCAÇ 2403, protegendo-nos.

Os círculos indicam os buracos feitos pelas três granadas de morteiro que marcaram o início do ataque.

Num ápice, o potencial de fogo por parte do PAIGC, originário de uma larga zona, em meia-lua, desde a pista de aviação, em terra batida, até ao abrigo da Mancarra, aumentou, atingindo várias zonas do quartel. Era possível ouvirem-se tiros de espingarda, de metralhadoras, e rebentamentos de granadas de morteiro, de RPG2 e de canhão sem recuo...
Percebi, logo, que estávamos em presença de uma grande operação militar do PAIGC que, das duas uma: ou respondíamos de imediato e com os todos os meios ao nosso alcance, ou poderíamos assistir a uma invasão das nossas instalações, com todas as consequências desastrosas que isso implicava.
Cada um dos camaradas que ali se encontravam, se dirigiu para o seu posto de combate e de defesa das instalações. Todos os postos avançados começaram a reagir àquele incessante matraquear mortífero: as nossas, espingardas G3, metralhadoras pesadas, metralhadoras ligeiras, morteiros 81mm e os obuses, em uníssono, desempenharam um papel absolutamente imprescindível na nossa defesa e foram, sem qualquer espécie de dúvida, a nossa salvação.

No referido abrigo da Mancarra, a meu cargo, estava uma metralhadora pesada BREDA, alimentada por lâminas de vinte balas de 8x59mm, mal posicionada em relação à frente de fogo inimiga. Havia que a deslocar para a posição correcta, sendo necessário dois militares para o efeito. Porém, o seu municiador, já há alguns dias que estava doente, acamado na enfermaria do quartel e eu encontrava-me, ali, sozinho.
Por segundos, fiquei sem saber o que fazer. A primeira reacção foi rodar a metralhadora, o máximo possível, para a frente de fogo inimiga, dando indicação aos atacantes de que a minha zona estava protegida.
Efectuei vários disparos, lâmina a lâmina, até que a BREDA encravou! Preocupado com a ausência de fogo naquele posto, recolhi todas as espingardas G3 dos camaradas que haviam saído para guarnecer os seus postos de combate e trouxe-as para junto de mim.
Tiro a tiro, fui descarregando as várias G3, mantendo, ali, uma presença de fogo. Ao dar o último tiro, fui confrontado com novo dilema: o que fazer a seguir? Abastecer os carregadores das G3 ou tentar desencravar a metralhadora e mudá-la para a frente de fogo? Qualquer destas tarefas implicaria numa paragem, absolutamente desastrosa, incompatível com a situação que estávamos a viver.
A tremer de medo, por pensar que poderia ser apanhado à mão, pelo inimigo, decidi desmontar a metralhadora. Ainda muito quente devido aos disparos a que foi sujeita, queimei as mãos ao desmontar a parte frontal, onde se encontra o cano e, esforcei-me, sem condições, por levá-la para a melhor frente de fogo. Colocada nova lâmina, lá recomeçou a funcionar. Depois, muitas outras se seguiram. Os meus dedos polegares, de empregado forense, já não conseguiam suportar as dores provocadas pelo trepidar dos disparos. Olhei para eles e vi que estavam duas enormes bolhas de sangue.

Continuei, apesar de tudo...

O meu posto era fixo e estava denunciado. De repente, oiço um assustador estrondo, acompanhado de uma labareda e de uma luz intensa, que me deixa absolutamente atordoado, surdo, a zumbir, parecendo que o couro cabeludo iria saltar. Fico sem reacção. Sinto uma impressão no meu sobreolho direito, passo a mão e o sangue anuncia um ligeiro ferimento. Nada de grave, felizmente. Era mais grave o meu estado de espírito e a minha desorientação devido ao gigantesco estrondo, amplificado pela caixa de ar onde me encontrava! Parecia encontrar-me numa gruta com milhões de morcegos a farfalhar.
Pensei! É agora que vou ser apanhado. Estava só e indefeso. Confiava nos meus camaradas que, algures, estavam a reagir estoicamente àquele gigantesco ataque. Não se ouviam vozes nem gritos, apenas os estrondos das bombas. Parecia ser o apocalipse!

Passaram-se quarenta e cinco longos minutos até voltar o silêncio! Havia que recompor as forças e o estado de espírito. Ver os estragos, abastecermo-nos de munições e preparar as armas para novo eventual tiroteio. Em teoria, ele poderia ocorrer noutra frente, no momento imediato!
Para acalmar, psicologicamente, as nossas tropas, o Comando Geral, enviou um bombardeiro T6, que sobrevoou, algumas vezes, as supostas zonas onde o IN se havia posicionado para atacar, certamente, já em debandada.

No dia seguinte, logo pela manhã, quis saber o que havia causado aquele estrondo que me tinha deixado prostrado. Foi uma granada de RPG, lançada pelos militares do PAIGC, na direcção das chamas da BREDA, que embateu na parede do abrigo, junto ao vértice inferior direito da fresta onde trabalhava a metralhadora, rebentando a cerca de um metro de mim.

É possível ver no círculo, o desbaste da parede efectuado pelo impacto e rebentamento da granada. Foi por um triz que ela não penetrou no abrigo.

Feito o balanço, verificou-se ter havido um morto e quatro feridos nas tropas portuguesas (milícias locais) e 14 mortos e 45 feridos, na população.
Quanto aos estragos materiais, é de referir a destruição da enfermaria, de uma caserna e de algumas casas da população.

No que a mim diz respeito, trago comigo, até hoje, uma deficiência auditiva provocada pelo referido rebentamento, revelada em todos os exames audiométricos que efectuei (mais de uma dezena), no âmbito da Medicina do Trabalho da minha empresa, caracterizada pela impossibilidade de discernir determinadas gamas de frequência, situação que é totalmente desconhecida das entidades militares, não fazendo, pois, parte das estatísticas.

Pergunta-se, agora, porquê tudo isto?

O ser humano é único: pensa, ama, odeia, ri, chora, raciocina mas, por vezes, lamentavelmente, reage irracionalmente... e a guerra é um acto irracional!

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

P26 - PETIÇÃO À ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA E AO GOVERNO

Caros amigos e ex-camaradas:

Desde o passado dia 8 de Janeiro de 2011 que foi lançada, publicamente, a PETIÇÃO "Os ex-combatentes solicitam ao Estado Português o reconhecimento cabal dos seus serviços e sacrifícios".

É óbvio que o sucesso da mesma dependerá da adesão que ela merecer por parte de todos os ex-combatentes e dos cidadãos que se revêem nesta luta.

Há que vencer a info-exclusão, transmitindo aos que não têm Internet e não a querem ter, que poderão, com a ajuda dos que a têm, VOTAR/ADERIR/CONCORDAR/ASSINAR.

Solicito e agradeço, desde já, à Comunicação Social, a todos os ex-camaradas e cidadãos anónimos que desenvolveram BLOGUES ou PÁGINAS DE INTERNET, que noticiem, de forma visível, este facto e, se possível, coloquem o texto da petição e o link para aceder à mesma.

Agora, é só esperar que obtenhamos um mínimo de 4.000 assinaturas, para, de seguida, enviar a petição aos Órgãos do Estado a que se destina: Assembleia da República e Governo.

Se pensarmos que, só nas guerras de África, foram mobilizados cerca de 900.000 militares, ficaria muito satisfeito que se obtivesse 1% de adesões.

Agora poderei dizer que a "bola" está do nosso lado. É necessário chutá-la e marcar golo na outra baliza!

Inácio Silva

quinta-feira, 10 de junho de 2010

P22 - António Barreto dá uma chicotada psicológica aos mais Altos Representantes de Portugal

Por Inácio Silva

ANTÓNIO BARRETO*, intelectual e cientista social, autor dos documentários para a RTP, “Um retrato social”, realizados em 2006, encarna, publicamente, em frente dos mais altos responsáveis do país, o sentimento e a mágoa dos ex-combatentes.

Confesso que não sabia que António Barreto era o responsável pela Comissão das Comemorações do 10 de Junho de 2010, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades, mas foi com uma agradável surpresa que ouvi o seu discurso, quase todo virado para os ex-combatentes, preocupado em salientar o facto de não haver vários tipos de combatentes, como alguns pretendem. Existe, apenas, um tipo de combatente: aquele que em nome do seu país, serviu ou serve, em território português, ou no estrangeiro, por mandato do Estado Português. Entenda-se que as ex-colónias, hoje países estrangeiros, eram, na altura da guerra colonial, consideradas terras sob administração portuguesa...

António Barreto proferiu, no meu ponto de vista, o discurso que os ex-combatentes esperavam ouvir, há mais de 40 anos, e que nenhum político ousou dizer, talvez com o receio de ser conotado com uma ou outra força política, por concordância ou discordância da manutenção das guerras do ultramar. O desassombro e a inspiração de António Barreto merece a nossa vénia e o nosso obrigado. Ele soube definir, com tamanha clareza de espírito e evidência o que levou tantos milhares de jovens a deixar as suas terras e as suas famílias, os seus amigos, os seus empregos, para serem levados, sem vontade própria, para terras que desconheciam, sem um “bilhete de passagem” que lhes garantisse o regresso.

A tal dívida de gratidão, tantas vezes proferida por milhares de ex-combatentes e que ventos hostis nunca permitiram que chegasse aos nossos governantes, foi – graças ao António Barreto - insuflada, à força, um a um, nos ouvidos dos governantes ali presentes. A partir de hoje, nenhum deles poderá dizer que desconhece existir uma dívida de gratidão e que ela terá que ser paga, com ou sem existência de crise.

É certo que o País já possui legislação sobre algumas questões que afectavam e afectam os ex-combatentes, relacionadas, justamente, com as situações mais gritantes de injustiça social, tais como, o apoio aos deficientes e aos afectados pelo stress pós traumático, mas no que diz respeito às reformas, muito, há, ainda, que fazer.

António Barreto afirmou que "Portugal não trata bem os seus antigos combatentes, sobreviventes, feridos ou mortos”, reforçando que o “esquecimento e a indiferença são superiores”, sobretudo "por omissão do Estado".

Barreto acusa o Estado de ser pouco "explícito no cumprimento desse dever", avisando que está na altura de "eliminar as diferenças entre bons e maus soldados, entre veteranos de nome e veteranos anónimos, entre recordados e esquecidos".

Um antigo combatente não pode ser tratado de "colonialista", "fascista" ou "revolucionário", mas simplesmente "soldado português",.

O dia 10 de Junho de 2010 fica marcado, também, por ter sido a primeira vez que os antigos combatentes desfilaram na cerimónia militar oficial do Dia de Portugal.

Como ex-combatente, sinto-me profundamente grato pelas palavras de António Barreto, que me tocaram o coração. Um bem-haja.

Inácio Silva
10JUN10

(*) Link para o discurso de António Barreto: http://o-jacaranda.blogspot.com/2010/06/dia-de-portugal-de-camoes-e-das.html

terça-feira, 20 de abril de 2010

P19 - 40.º Aniversário da ida da CART 2732 para a Guiné (6): O Encontro aconteceu. Viveram-se horas de alegria e de convívio

Fotos (da autoria de Inácio Silva)

Conforme foi anunciado, alguns ex-camaradas naturais e/ou residentes no Continente, encontraram-se com um grupo alargado de ex-camaradas da nossa Companhia, residentes na Madeira, com o intuito de comemorarmos o 40.º aniversário da nossa partida para a Guiné.
A deslocação para o Funchal foi feita aleatoriamente, optando, cada um, pela data mais conveniente. O mesmo aconteceu em relação ao regresso. Os camaradas organizadores, que fizeram um excelente trabalho, programaram, com todo o pormenor, as diversas etapas do nosso encontro. Inclusivé, não subestimaram a recepção no aeroporto e o inestimável serviço de transporte do aeroporto para o Funchal, deixando-nos à porta do hotel. O transporte do Funchal ao aeroporto, mesmo em dias diferenciados, foi também assegurado aos continentais pelos camaradas naturais da Madeira. Registamos com muito agrado e simpatia esta louvável iniciativa que, aliás, foi distribuída, um pouco, por cada um dos membros da organização.

Este evento permitiu, como seria expectável, juntar alguns familiares mais próximos dos ex-combatentes, designadamente, com a inclusão do elemento feminino, atribuindo um colorido mais íntimo e harmonioso.
No dia 10 de Abril, logo pelas 10H00, fomos esperar um autocarro que nos levaria até junto do grupo dos ex-camaradas madeirenses, cujas caras - a maior parte delas - não eram vistas, há quarenta anos.

Passado o primeiro impacto, com a dispensa de um relativo esforço de reactivação da memória visual e auditiva, foi possível estabelecer, nuns casos, mais rapidamente do que noutros, a ligação com o passado, já longínquo, e de relembrarmos certos episódios, vividos no colectivo, que, jamais, serão esquecidos.

Já dentro do autocarro, a curiosidade mútua era evidente e a pergunta, "quem é aquele?", surgia amiúde.

Houve algumas situações, algo caricatas, de alguns camaradas dizerem cara-a-cara:

- "desculpa-me, mas eu não me lembro de ti...", dizendo, logo, o outro:

- "então, não te lembras... disto e... daquilo?

- Sim disso, eu lembro-me bem mas da tua cara, não...!

Mas, a pouco e pouco, a sã camaradagem sobrepôs-se as todas as dúvidas e as conversas foram sendo feitas com a maior cordialidade...

O autocarro dirigiu-se, então, para as antigas instalações do BAG-2 (Bateria de Artilharia de Guarnição), transformado em GAG-2 (Grupo de Artilharia de Guarnição) para se tornar numa Unidade Mobilizadora, onde a nossa Companhia recebeu instrução militar e de onde partiu, rumo à Guiné*.

O GAG-2 foi entretanto transformado em Unidade de Apoio ao Comando da Zona Militar da Madeira.

Fomos recebidos pelo Oficial de Dia, senhor Capitão Urbano Correia em representação do Comandante que não pôde estar presente devido a ter que participar numa cerimónia que estava a decorrer no Funchal, alusiva ao Dia do Combatente.

O Oficial de Dia deu-nos as boas-vindas, num tom muito cordial e proporcionou-nos uma visita àquelas que foram as nossas instalações, algumas delas inexistentes e outras submetidas ao longo do tempo a obras de beneficiação.

Nesta parada se fez muita Ordem Unida, Ginástica e Aplicação Militar. Aqui recebemos o nosso Guião que nos acompanhou na Guiné e que agora parece estar desaparecido.

À esquerda a antiga caserna dos Recrutas.

Fomos conduzidos ao monte mais alto da guarnição, onde se encontram instaladas algumas peças de artilharia pesada, local que nos proporcionou uma excelente vista sobre o Funchal e onde nos detivemos, algum tempo, em amena cavaqueira.

Ex-combatentes e respectivos familiares a caminho do monte onde se encontram as peças de artilharia anti-aérea.

Uma das anti-aéreas apontando simbolicamente o céu, hoje verdadeiras peças de museu.

Descemos para a zona da parada, sendo, já, acompanhados pelo Comandante da Unidade, senhor Tenente Coronel Rui Manuel Sequeira de Seiça que nos deu as boas vindas, de uma forma muito efusiva, manifestando o seu apreço pela nossa presença, salientando o facto de ser pouco comum, os ex-combatentes regressarem às unidades que não lhes foram muito "simpáticas". Não deixou, também, de salientar a presença do elemento feminino, chamando a atenção para a importância da mulher na participação, com o homem, nas questões relacionadas com os militares.

Um tema que nos mereceu algum reparo foi o facto do GAG-2, em tempos, ter erigido um pequeno monumento em memória dos que dali partiram para a Guerra do Ultramar e dos que, ao serviço da Pátria morreram, que por questões relacionadas com a construção da Via Rápida, que liga o Funchal à Ribeira Brava, foi destruído, não tendo sido, depois, reerguido.

Memorial fotografado por Carlos Vinhal em 1985, que entretanto foi destruído.

Um dos elementos da CART 2732 pediu a palavra para reiterar, na presença de todos, aquilo que alguns já tinham feito chegar ao Comandante, em conversa privada... Agradecendo a forma cordial e amiga como fomos recebidos, revelou uma certa mágoa pelo facto daquela Unidade não ter uma referência aos ex-militares que, dela, partiram para o Ultramar, deixando um repto para que o seu Comandante diligenciasse no sentido de não deixar caír no esquecimento um episódio marcante vivido, conjuntamente, pelo GAG-2 e pelos ex-combatentes, ali presentes.

O Ten Cor Rui Seiça, Comandante da Unidade usou, de seguida, da palavra, para informar, solenemente, que assumia o compromisso e se iria empenhar no sentido de voltar a reerguer o referido monumento, deixando, todos, muito satisfeitos. Fazemos votos para que esse desiderato seja alcançado para que, numa próxima visita à Madeira e à nossa Unidade, possamos prestar a nossa profunda homenagem aos que já não voltaram connosco.

Parte da formatura, vendo-se à esquerda, de camuflado, o senhor Cap Urbano Correia e, com a farda n.º 1, o senhor Ten Cor Rui Seiça.

O Comandante da Unidade dirige palavras sentidas de reconhecimento às esposas presentes.

Saímos do quartel já perto das 13H00, sendo conduzidos ao local onde a Madeira construíu uma escultura e um pequeno edifício, dentro do qual estão gravados, em metal, os nomes dos madeirenses falecidos em campanha na guerra do ultramar.

Placa que assinala o local do Memorial.

Figura escultórica que encima o edifício, quanto a nós envergonhado, onde estão inscritos os nomes dos militares madeirenses tombados em campanha nos três Teatros de Operações. Por que estão estes nomes escondidos nesta espécie de meia-cave?

Como o estômago já reclamava, fomos, de imediato, para o restaurante que nos iria acolher para o almoço.

Este, decorreu tranquilamente, em formato self-service, podendo, cada um usufruir da variedade de produtos que foram colocados à nossa disposição, sendo, na generalidade, do nosso agrado.

Por fim, o camarada Pedro Reis, à sua maneira, surpreendeu-nos com a distribuição individual duma placa alusiva ao encontro.

Para rematar o final do encontro, foi fatiado o bolo alusivo à efeméride, decorado com os símbolos do nosso blogue, o que muito nos lisonjeou.

Depois, foi o dispersar, indo cada um para onde lhe apeteceu... não esquecendo, contudo, os bons momentos passados e que serão recordados com saudade.

Ficou a promessa de que se iria comemorar o 40.º aniversário do regresso, de novo no Funchal em 2012.

(*) Vd. Página do Exército em http://www.exercito.pt/sites/CmdZMM/Actividades/Paginas/6044.aspx

domingo, 7 de março de 2010

P15 - Notícias dos nossos camaradas (2): Encontramos o nosso camarada Manuel da Silva Azevedo

Foi com alguma emoção que encontramos esta mensagem de uma amiga que acedeu à nossa Página:

De Leonilde Azevedo,
Sou filha de Manuel da Silva Azevedo e para espanto meu vi o nome de meu pai no vosso blog.

Envio o numero de telefone do meu pai, e a sua morada para futuro convívio.

Morada: Espinheiros Monte Cordova 4825-270 - Santo Tirso - Porto.
N.º TELM: 919 469 506
N.º Casa: 252 898 065

Desde já agradeço ao Sr. Inácio Silva pelo seu trabalho no blog.
Fico a espera de notícias vossas.


Entrei em contacto com o nosso camarada Azevedo, e entre outros assuntos, aflorei a nossa ida ao Funchal para participar no Encontro do dia 10 de Abril. Ele faz questão de estar também presente e vai procurar outros camaradas para lhes dar notícia do evento.

Refira-se que o nosso Camarada Manuel Azevedo tinha a Especialidade de Condutor Auto, mas esteve como impedido no Depósito de Géneros, logo a colaborar com o nosso camarada Amorim Costa que era o Furriel Vaguemestre.

Já agora, se alguém souber do Costa que morou em tempos na Graça (Lisboa), por favor dêem-nos conhecimento. O mesmo é válido para qualquer camarada que seja encontrado.

O nosso Blogue poderia, aliás, funcionar como registo de contactos dos camaradas da CART 2732, bastando para tal que que tenha conhecimento de números de telefone, endereços electrónicos, moradas, etc, os encaminhasse para nós.

À Leonilde o nosso muito obrigado por trazer até nós o seu pai, e ao Manuel Azevedo o nosso abraço e bem-vindo à CART 2732 virtual.

(Carlos Vinhal)

sábado, 6 de março de 2010

P14 - 40.º aniversário da ida da CART 2732 para a Guiné (3): Mantém-se a data inicialmente prevista

Jardim na avenida marginal no Funchal

Curral das Freiras



Os Madeirenses FORAM MAIS FORTES que a intempérie

Tem sido graças ao arregaçar de mangas e ao trabalho árduo de todos os madeirenses que a Madeira está a voltar à normalidade, com uma velocidade, a todos os títulos notável.
Como filho da terra, embora a viver em Lisboa, acompanhei, de perto, o drama que se abateu sobre a Ilha, devastando, como nunca, o que o homem, paulatinamente foi construindo.
A força da natureza é imbatível mas a tenacidade do homem, quando motivado, parece contrariá-la, quando decide voltar a reconstruir.
Os Madeirenses, com o seu empenho, com a sua força e com o seu querer inquebrantável, lançaram mãos à obra, com tal eficiência que, num espaço de tempo inimaginável, voltaram a dar vida à cidade do Funchal, sendo certo que estenderão o seu esforço a todos os lugares afectados pelo aluvião.
Fizeram-no, tão eficientemente, que a sua acção deverá ser considerada como um exemplo, a ser seguido, a nível mundial, em caso de catástrofe. Bem Hajam, por isso.


Funchal > Dia 13 de Abril de 1970 > A CART 2732 desfila perante as autoridades civis e militares antes de embarcar com destino à Guiné

A ida à Madeira, por parte dos que vivem no continente, para celebrar o 40.º aniversário da nossa partida para a Guiné, esteve em vias de não se concretizar, na data prevista, devido àqueles acontecimentos.
No entanto, dada a evolução muito favorável no que respeita à recuperação das zonas afectadas, DECIDIMOS MANTER A DATA DE 10 DE ABRIL DE 2010, para nos encontrarmos com os nossos ex-camaradas Madeirenses e festejarmos, todos juntos, não a partida para a Guiné, mas o facto de termos regressado vivos, após uma permanência de quase 24 meses, naquele ex-teatro de guerra.

Apelamos a todos os ex-camaradas interessados em participar neste encontro, que o façam, quanto antes, marcando a viagem e a estadia. AGORA É MESMO IRREVERSÍVEL.
Solicitamos aos nossos ex-camaradas da Madeira que continuem a desenvolver o esforço organizativo, que um evento destes sempre exige.
Estamos ao vosso dispôr para prestarmos todos os esclarecimentos de dúvidas que possam existir.

Para qualquer informação a partir do Funchal, devem contactar o ex-1.º Cabo José Manuel Vieira com o telefone 291 611 495.
O elemento de ligação no Continente é o ex-1.º Cabo Aux Enf.º Reis Pedro com o telemóvel 938 268 676.

Uma das soluções para estadia dos continentais pode passar pelo Madeira Bright Star Hotel do nosso camarada José Aires da Silva.
Para o efeito pode ser contactado pelo telemóvel 962 939 379

Madeira Bright Star Hotel, Rua Princesa Dona Amélia, 25 - Funchal

Inácio Silva

domingo, 1 de março de 2009

P9 - O encontro dos nossos camaradas da Madeira foi adiado

O encontro, que chegou a estar previsto para o passado dia 28 de Fevereiro de 2009, acabou por ser adiado, provavelmente, para o ano de 2010, altura em que se comemoram 40 anos após o embarque para a Guiné.

Este adiamento ficou, também, a dever-se ao facto do seu agendamento ter sido feito muito em cima da hora, não permitindo a alguns camaradas do continente organizarem-se, em tempo útil, por forma a estarem presentes.

Inácio Silva

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

P8 - NOVO ENCONTRO DE CAMARADAS NA MADEIRA - 28 de Fevereiro de 2009

O camarada Pedro (enfermeiro na nossa CART e que nos acolheu na sua casa, aquando do último encontro), informou através de SMS que os camaradas madeirenses estão a organizar um almoço de confraternização, na Madeira, que está agendado para o dia 28 de Fevereiro de 2009.

Quem quiser aproveitar esta oportunidade, deverá contactar o GOUVEIA, para o n.º 964009043 ou o PEDRO, para o n.º 914660548.

Os camaradas interessados poderão, também, enviar um email para o nosso blogue, pois nós daremos o devido encaminhamento para o nosso camarada Gouveia.

Eu e o Carlos Vinhal daremos, também, a necessária cobertura a este acontecimento.

Inácio Silva

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sábado, 31 de janeiro de 2009

P7 - Comentário publicado no Blogue LUÍS GRAÇA & CAMARADAS DA GUINÉ

(http://blogueforanadaevaotres.blogspot.com/search?q=cart2732@blogspot.com)

Nasceu mais um Blogue, desta feita dedicado à madeirense CART 2732 (*) e aos seus ex-combatentes, que ao longo de 22 longos meses permaneceram e defenderam a povoação e aquartelamento de Mansabá. Além das suas funções de tropa de quadrícula, intervieram nas inúmeras Operações que se desenvolveram pela Região do Óio muito para além da sua Zona de Acção limitada a Norte pelo Bironque, a Oeste por Mansodé, a Sul por Mamboncó e a Leste por Manhau, quer enquanto sob o Comando do BCAÇ 2885, quer já sob o comando do COP 6, durante e após a construção do troço da estrada Bironque/K3, que fazia parte do itinerário que ligava Bissau/Mansoa/Mansabá/Farim numa extensão de quase 100 quilómetros, totalmente alcatroada. Ficou a ser porventura uma das vias de comunicações rodoviárias mais importantes da Guiné, por atravessar zonas sensíveis como o corredor do Morés, por exemplo.No Blogue da CART 2732, pode-se ler já um trabalho publicado, com as Actividades mais importantes desta Unidade.Estando ainda este Blogue nos seus primeiros passos, o seu criador, o nosso camarada e tertuliano Inácio Silva (**), com as qualidades que lhe reconhecemos de homem interventivo e actuante, não deixará de o manter vivo e interessante.Convido toda a tertúlia para ver esta nova página em cart2732.blogspot.com/ .
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sábado, 24 de janeiro de 2009

P6 - 18 de Janeiro de 2009 - Antigos Combatentes da CART 2732 encontram-se em Arruda dos Vinhos - Organização de Reis Pedro e João Malhão

O camarada Reis Pedro fez questão de nos receber em sua casa antes de rumarmos ao restaurante onde decorreria o almoço
Ex-1.º Cabo Aux Enf.º Jorge Rodrigues
Inácio Silva e esposa
João Malhão e esposa
Reis Pedro e esposa
Ex-Fur Mil Op Esp Luís Pires e esposa
Ex-Fur Mil Carlos Vinhal e esposa
Cor Carlos Abreu e ex-Alf Mil Nunes Bento
Ex-Fur Mil Gardete Correia
Ex-Sold Manuel Ferreira e ex-Fur Mil Mecânico Dias Santos
Ex-Furs Mil Francisco Fonseca e Ismael Santos
Ex-Cap Mil Jorge Picado e ex-Sold Alfredo Gouveia
Ex-Fur Mil TRMS José Lourenço e família
Ex-Soldado At Manuel Ferreira
Martini e família
Ex-Sold Radiotelegrafista Pinheiro Miranda
Ex-Alf Mil Manuel Casal
Bolo comemorativo, oferta do ex-Alf Mil Nunes Bento
Foto de família com todos os participantes
Na foto: Cor Carlos Abreu; Ex-Alf Mil Brito Ribeiro; ex-Alf Mil Nunes Bento; ex-Fur Mil Vinhal e ex-Sold TRMS João Malhão
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