Já lá vão muitos anos, algumas décadas, quando fomos mobilizados para a Guiné -hoje conhecida como Guiné Bissau – onde decorria a guerra para a independência daquela antiga Província Portuguesa.
Não vamos falar dos sentimentos de tristeza, de amargura, de frustração de todos aqueles jovens que se viam obrigados a deixar, uns, os seus trabalhos, outros, os seus estudos e todos as suas famílias, os seus amigos, a sua respetiva terra, no fundo as suas vidas, umas mais difíceis que outras, mas todas incomparavelmente mais seguras, mais harmoniosas e onde começavam a dar os primeiros passos para a construção da sua estabilidade e do seu futuro.
E, pior que tudo isso, o medo que possuíam de poderem ir e não mais voltar.
Aliás, o que, infelizmente, iria acontecer.
Muitos foram e não regressaram mais para junto dos seus entes queridos, outros vieram com marcas gque carregaram até ao fim das suas vidas e outros ainda hoje sofrem os efeitos dessa fase triste da sua vida.
Bom, mas não é bem isto o que nos levou a escrever este apontamento, nem falar da justiça ou injustiça da guerra ou se estávamos lá por direito próprio ou, afinal, quem devia lá estar eram russos, chineses, americanos ou outros a “explorar “aquele povo – tal como o povo moçambicano e angolano – como dizem os novos donos daqueles agora países, relativamente aos portugueses.
O que nos levou a escrever este apontamento foi num determinado dia uma conversa que mantivemos com um nativo, porventura um homem simples que desempenhava as funções de “alfaiate “sentado atrás de uma modesta máquina de costura num local bem próximo da sua tabanca.
Homem simples, já o dissemos, provavelmente analfabeto, mas que, pelos vistos, sabia melhor da sua terra e das suas gentes do que que bandos de idiotas doutorados que andaram e ainda andam por aí a falarem do que não sabem, a dizerem o que nunca viram e a comentar sobre aquilo que não percebem.
A conversa com este “homem da tabanca “era simples, versava assuntos rotineiros, do dia a dia que, passados todos estes anos, já não nos recordamos para pormenorizar, mas houve uma pergunta que lhe fizemos e a resposta que obtivemos que jamais nos saiu do pensamento.
- O que acha sobre a independência da Guiné? Na sua voz pastosa, calma e serena e após olhar ao nosso redor para certificar-se que estávamos sós, e no seu português aprendido não na escola, mas na convivência com os militares portugueses, respondeu-nos da seguinte maneira: Aí da gente se a Guiné for um dia mandado por gente da nossa cor!
Existe mais ódio entre as várias etnias do que aquele que é sentido com os portugueses.
Não precisamos de fazer mais comentários, estes 50 anos de independência não têm mostrado outra coisa.
Também este apontamento não pode deixar de se referir às palavras grosseiras e mal-educadas de um indivíduo em Angola que aproveitou o momento solene dos 50 anos da independência daquele País e perante todos os convidados, incluindo o Presidente da República Portuguesa para dizer ou querer dizer que o mal de Angola vem da colonização dos portugueses.
Para nós não vem da colonização dos portugueses, vem da miserável descolonização dos portugueses após abril de 74.
Se em muitas situações, Angola – e não só - está pior do que há 50 anos a culpa é pura e simplesmente daqueles que têm governado os respetivos Países.
Se muito do seu povo passa fome e vive em degradadas situações num país, por exemplo, com as riquezas naturais de Angola é porque os milhões gerados têm supostamente seguido rumos que não são os do bem-estar da população e desenvolvimento do país.
Procurem os que foram e os que são culpados e não arranjem bodes expiatórios.
JUVENAL PEREIRA
_____________
BLOGUE DESTINADO AOS COMBATENTES DA CART 2732, PARA QUE POSSAM RELATAR AQUI AS SUAS EXPERIÊNCIAS E DIVULGAREM AS SUAS FOTOS.
CAMARADAS, FAÇAM DESTA PÁGINA O NOSSO PONTO DE ENCONTRO
Mostrar mensagens com a etiqueta Juvenal Pereira. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Juvenal Pereira. Mostrar todas as mensagens
quarta-feira, 24 de dezembro de 2025
sexta-feira, 18 de abril de 2025
94 - Em dia de recolhimento, o estado actual do mundo em que vivemos visto pelo nosso camarada Juvenal Pereira
CRISTO, NÃO VENHAS CÁ EM BAIXO VER ISTO!
Jesus, faz muitos anos que Te pregaram na Cruz. Todos aqueles que creiam em Ti e Te amam de verdade, não esquecem essa barbaridade.
E por saber que apesar do teu sofrimento profundo, prometeste voltar um dia a este mundo, é que te escrevemos à pressa, te pedindo para que desistas dessa promessa.
CRISTO, NÃO VENHAS CÁ EM BAIXO VER ISTO!
O mundo está em ebulição permanente, muito pior do que no teu tempo.
Tiveste um Judas e lamentavas tanto, hoje irias encontrar um judas em cada canto.
Para conseguires apóstolos para te seguir com fidelidade, tinhas de lhes prometer carro, casa, dinheiro e bem-estar até a eternidade.
É verdade que não ias encontrar tantos analfabetos, mas irias lidar com muitos incompetentes com mania de espertos.
CRISTO, NÃO VENHAS CÁ EM BAIXO VER ISTO!
A JUSTIÇA é uma trapalhada, não sabemos se por culpa dos juízes ou das Leis mal-amanhadas.
Há criminosos na cadeia - até parece uma brincadeira – vivendo melhor do que muitos cidadãos honestos a trabalharem a semana inteira.
A SAÚDE está no salve-se quem puder, seja criança, homem ou mulher.
No TRABALHO há casos de espantar, há quem mais ganhe no desemprego do que estando a trabalhar.
A CORRUPÇÃO está a tornar-se numa profissão. Com uma enorme vantagem e diferença, ganham-se fortunas imensas, sem descontos para a Previdência.
CRISTO, NÃO VENHAS CÁ EM BAIXO VER ISTO!
Roubos, crimes, violência doméstica, homicídios, pedofilia, são os pães nossos de cada dia, mas encaramos bem porque (dizem) já noutros tempos existia.
CRISTO, se viesses cá em baixo pregar a humildade, a humanidade, lutar contra a desigualdade social, aproximar os pobres dos ricos, criar um teto para os muitos sem abrigo, evitar a morte dos milhares que num sofrimento profundo, morrem todos os dias à fome em muitas partes do mundo, poderiam não te matar, poderias não ser crucifixado, mas certamente como doente mental serias internado.
Os deuses da guerra, do dinheiro, do PODER profundo, os fanáticos religiosos, duros, implacáveis, criminosos, que mandam neste mundo, acredita Jesus nisto, não te perdoariam mesmo sabendo que eras Cristo.
Jesus, se os quiseres castigar como merecem, manda-lhes os castigos do Céu para a terra.
A JUSTIÇA terrena, para eles, é sempre uma JUSTIÇA pequena.
DEUS, deu-nos um mundo para podermos viver em paz, em harmonia, em prosperidade e alegria.
Mas o egoísmo, a ganância, a prepotência, de um punhado de facínoras com muito PODER, mas pouca inteligência, está a transformá-lo num cemitério de ilusões para milhares de gerações.
DEUS, ao contrário do que Jesus um dia te pedia, NÃO PERDOES estes selvagens, porque eles sabem o que fazem.
JUVENAL PEREIRA
_____________
Jesus, faz muitos anos que Te pregaram na Cruz. Todos aqueles que creiam em Ti e Te amam de verdade, não esquecem essa barbaridade.
E por saber que apesar do teu sofrimento profundo, prometeste voltar um dia a este mundo, é que te escrevemos à pressa, te pedindo para que desistas dessa promessa.
CRISTO, NÃO VENHAS CÁ EM BAIXO VER ISTO!
O mundo está em ebulição permanente, muito pior do que no teu tempo.
Tiveste um Judas e lamentavas tanto, hoje irias encontrar um judas em cada canto.
Para conseguires apóstolos para te seguir com fidelidade, tinhas de lhes prometer carro, casa, dinheiro e bem-estar até a eternidade.
É verdade que não ias encontrar tantos analfabetos, mas irias lidar com muitos incompetentes com mania de espertos.
CRISTO, NÃO VENHAS CÁ EM BAIXO VER ISTO!
A JUSTIÇA é uma trapalhada, não sabemos se por culpa dos juízes ou das Leis mal-amanhadas.
Há criminosos na cadeia - até parece uma brincadeira – vivendo melhor do que muitos cidadãos honestos a trabalharem a semana inteira.
A SAÚDE está no salve-se quem puder, seja criança, homem ou mulher.
No TRABALHO há casos de espantar, há quem mais ganhe no desemprego do que estando a trabalhar.
A CORRUPÇÃO está a tornar-se numa profissão. Com uma enorme vantagem e diferença, ganham-se fortunas imensas, sem descontos para a Previdência.
CRISTO, NÃO VENHAS CÁ EM BAIXO VER ISTO!
Roubos, crimes, violência doméstica, homicídios, pedofilia, são os pães nossos de cada dia, mas encaramos bem porque (dizem) já noutros tempos existia.
CRISTO, se viesses cá em baixo pregar a humildade, a humanidade, lutar contra a desigualdade social, aproximar os pobres dos ricos, criar um teto para os muitos sem abrigo, evitar a morte dos milhares que num sofrimento profundo, morrem todos os dias à fome em muitas partes do mundo, poderiam não te matar, poderias não ser crucifixado, mas certamente como doente mental serias internado.
Os deuses da guerra, do dinheiro, do PODER profundo, os fanáticos religiosos, duros, implacáveis, criminosos, que mandam neste mundo, acredita Jesus nisto, não te perdoariam mesmo sabendo que eras Cristo.
Jesus, se os quiseres castigar como merecem, manda-lhes os castigos do Céu para a terra.
A JUSTIÇA terrena, para eles, é sempre uma JUSTIÇA pequena.
DEUS, deu-nos um mundo para podermos viver em paz, em harmonia, em prosperidade e alegria.
Mas o egoísmo, a ganância, a prepotência, de um punhado de facínoras com muito PODER, mas pouca inteligência, está a transformá-lo num cemitério de ilusões para milhares de gerações.
DEUS, ao contrário do que Jesus um dia te pedia, NÃO PERDOES estes selvagens, porque eles sabem o que fazem.
JUVENAL PEREIRA
_____________
sábado, 23 de novembro de 2024
P92 - 25 de Novembro - Mês e data a não esquecer (Juvenal Pereira)
MÊS E DATA PARA NÃO ESQUECER
Estamos prestes a celebrar o 25 de Novembro.
Muita gente pretende comparar esta data com a do 25 de Abril, mas em nossa modesta opinião, elas têm a ver uma coisa com a outra, mas são rigorosamente diferentes.
O 25 de Abril fez cair uma ditadura já fragilizada, mas, indiscutivelmente, ainda existente e abriu caminho para uma nova sociedade.
Só que, os seus princípios, grande parte dos seus ideais, muito cedo foram traídos e o caminho que estava a seguir o País, se não fora a intervenção do 25 de novembro, nem a LIBERDADE se manteria, nem a nossa entrada na UE se realizaria e, por conseguinte, muitas das coisas obtidas pelo nosso País e pelo nosso povo, jamais seriam possíveis sem a nossa integração na União Europeia.
A tresloucada era denominada de “Gonçalvismo “, onde (quase) tudo de mau era permitido e que nada tinha a ver com o que prometeram os “militares de abril” estava mais próximo de nos levar a uma nova e pior ditadura do que a que tínhamos antes.
O 25 de novembro não só veio (em parte) travar esses atos levados a cabo por alguns denominados antifascistas e outros “ressabiados do fascismo” com a conivência de alguns militares traidores de Abril, como mostrar aos EUA e, muito particularmente, aos nossos então incrédulos vizinhos europeus que, o 25 de Abril não era aquilo que se estava a passar, pois não se identificava nem com atitudes extremistas, nem com qualquer tipo de manifestação selvagem que estavam a acontecer.
Só por isto o 25 de novembro merece ser saudado, tal como, evidentemente, os que nele participaram e a eles devemos (alguns, infelizmente, já falecidos) não estarmos desde essa altura até, provavelmente, aos dias de hoje, transformados numa CUBA ou VENEZUELA da Europa.
Todavia, porém, é legítimo recordar que, o 25 de novembro não conseguiu acabar com toda a selvajaria existente, nem travar por completo os ímpetos gananciosos de muitos daqueles que, à sombra da LIBERDADE e da DEMOCRACIA tiveram e têm tido comportamentos piores do que muitos daqueles que alcunhavam de “fascistas”.
Comportamentos e proveitos. A muita boa gente as cantilenas do “povo unido, nunca mais será vencido” e “o povo é quem mais ordena” junto a outras atitudes deploráveis sempre em nome da democracia e da liberdade, fez-lhes encher os bolsos, tirar cursos, Deus lá sabe como, desempenhar funções para as quais não tinham a mínima competência, mas que lhes geraram ordenados chorudos que lhes permitiram construir reformas – que alguns ainda hoje disfrutam - muito acima dos profissionais com os mesmos cursos, mas que trabalham fora da política.
O 25 de novembro, apesar de ter sido na altura a “tábua de salvação “deste País em queda livre, não conseguiu, infelizmente, travar a onda de oportunistas e sanguessugas que até hoje campeia neste País que merecia muito melhor.
Não nos parece que reze a história de que alguma vez Portugal tivesse tido as ajudas, o apoio, a colaboração em todas as áreas que necessitasse, como obteve nas últimas dezenas de anos, na sequência da sua integração na UNIÃO EUROPEIA.
É verdade que o Portugal de hoje não é o Portugal de há 50 ou 60 anos, como, aliás, não é nenhum país europeu, ou quase todos no mundo inteiro, mesmo sem terem qualquer tipo de revolução.
Só mesmo os que estão debaixo de ditaduras de facínoras religiosos que dizem obedecer a um deus que só existe na cabeça deles; os países subjugados a potencias imperialistas e ditatoriais conhecidas por todos nós ou aqueles povos (que mais nos fere o coração) das nossas antigas Províncias Ultramarinas miseravelmente entregues a bandos tipo HAMAS ou Hezbollah, cujos resultados estão à vista de todos.
O nosso consolo é que, praticamente todos os “negociantes “dessa calamidade já foram prestar contas a Deus ou ao diabo, se bem que as suas vítimas muitas das quais ainda cá estão, não só nas suas martirizadas terras, como em Portugal, incluindo na nossa própria Madeira, a tentar sarar as feridas deixadas por esses irresponsáveis.
É claro que, após reconhecerem o erro cometido andaram perante o País e o povo, querendo se penitenciar com os argumentos de que “já nada se podia fazer “ , cantilena que os seus lacaios ajudaram também a difundir, mas esperamos que esse “ato de contrição” não tivesse influenciado na hora que foram presentes à verdadeira JUSTIÇA que acreditamos que é a JUSTIÇA DIVINA.
Voltando ao 25 de novembro, é data para comemorar, pois certamente não conseguindo atingir na sua plenitude os desejos dos seus corajosos intervenientes, teve a notável e patriótica ação de evitar que caíssemos num profundo e aterrador abismo, do qual, possivelmente, ainda hoje não tivéssemos saído.
Comemoremos o 25 de novembro, sem esquecer, contudo, o pouco-muito pouco - que ainda resta dos Ideais de Abril.
Juvenal Pereira
_____________
Estamos prestes a celebrar o 25 de Novembro.
Muita gente pretende comparar esta data com a do 25 de Abril, mas em nossa modesta opinião, elas têm a ver uma coisa com a outra, mas são rigorosamente diferentes.
O 25 de Abril fez cair uma ditadura já fragilizada, mas, indiscutivelmente, ainda existente e abriu caminho para uma nova sociedade.
Só que, os seus princípios, grande parte dos seus ideais, muito cedo foram traídos e o caminho que estava a seguir o País, se não fora a intervenção do 25 de novembro, nem a LIBERDADE se manteria, nem a nossa entrada na UE se realizaria e, por conseguinte, muitas das coisas obtidas pelo nosso País e pelo nosso povo, jamais seriam possíveis sem a nossa integração na União Europeia.
A tresloucada era denominada de “Gonçalvismo “, onde (quase) tudo de mau era permitido e que nada tinha a ver com o que prometeram os “militares de abril” estava mais próximo de nos levar a uma nova e pior ditadura do que a que tínhamos antes.
O 25 de novembro não só veio (em parte) travar esses atos levados a cabo por alguns denominados antifascistas e outros “ressabiados do fascismo” com a conivência de alguns militares traidores de Abril, como mostrar aos EUA e, muito particularmente, aos nossos então incrédulos vizinhos europeus que, o 25 de Abril não era aquilo que se estava a passar, pois não se identificava nem com atitudes extremistas, nem com qualquer tipo de manifestação selvagem que estavam a acontecer.
Só por isto o 25 de novembro merece ser saudado, tal como, evidentemente, os que nele participaram e a eles devemos (alguns, infelizmente, já falecidos) não estarmos desde essa altura até, provavelmente, aos dias de hoje, transformados numa CUBA ou VENEZUELA da Europa.
Todavia, porém, é legítimo recordar que, o 25 de novembro não conseguiu acabar com toda a selvajaria existente, nem travar por completo os ímpetos gananciosos de muitos daqueles que, à sombra da LIBERDADE e da DEMOCRACIA tiveram e têm tido comportamentos piores do que muitos daqueles que alcunhavam de “fascistas”.
Comportamentos e proveitos. A muita boa gente as cantilenas do “povo unido, nunca mais será vencido” e “o povo é quem mais ordena” junto a outras atitudes deploráveis sempre em nome da democracia e da liberdade, fez-lhes encher os bolsos, tirar cursos, Deus lá sabe como, desempenhar funções para as quais não tinham a mínima competência, mas que lhes geraram ordenados chorudos que lhes permitiram construir reformas – que alguns ainda hoje disfrutam - muito acima dos profissionais com os mesmos cursos, mas que trabalham fora da política.
O 25 de novembro, apesar de ter sido na altura a “tábua de salvação “deste País em queda livre, não conseguiu, infelizmente, travar a onda de oportunistas e sanguessugas que até hoje campeia neste País que merecia muito melhor.
Não nos parece que reze a história de que alguma vez Portugal tivesse tido as ajudas, o apoio, a colaboração em todas as áreas que necessitasse, como obteve nas últimas dezenas de anos, na sequência da sua integração na UNIÃO EUROPEIA.
É verdade que o Portugal de hoje não é o Portugal de há 50 ou 60 anos, como, aliás, não é nenhum país europeu, ou quase todos no mundo inteiro, mesmo sem terem qualquer tipo de revolução.
Só mesmo os que estão debaixo de ditaduras de facínoras religiosos que dizem obedecer a um deus que só existe na cabeça deles; os países subjugados a potencias imperialistas e ditatoriais conhecidas por todos nós ou aqueles povos (que mais nos fere o coração) das nossas antigas Províncias Ultramarinas miseravelmente entregues a bandos tipo HAMAS ou Hezbollah, cujos resultados estão à vista de todos.
O nosso consolo é que, praticamente todos os “negociantes “dessa calamidade já foram prestar contas a Deus ou ao diabo, se bem que as suas vítimas muitas das quais ainda cá estão, não só nas suas martirizadas terras, como em Portugal, incluindo na nossa própria Madeira, a tentar sarar as feridas deixadas por esses irresponsáveis.
É claro que, após reconhecerem o erro cometido andaram perante o País e o povo, querendo se penitenciar com os argumentos de que “já nada se podia fazer “ , cantilena que os seus lacaios ajudaram também a difundir, mas esperamos que esse “ato de contrição” não tivesse influenciado na hora que foram presentes à verdadeira JUSTIÇA que acreditamos que é a JUSTIÇA DIVINA.
Voltando ao 25 de novembro, é data para comemorar, pois certamente não conseguindo atingir na sua plenitude os desejos dos seus corajosos intervenientes, teve a notável e patriótica ação de evitar que caíssemos num profundo e aterrador abismo, do qual, possivelmente, ainda hoje não tivéssemos saído.
Comemoremos o 25 de novembro, sem esquecer, contudo, o pouco-muito pouco - que ainda resta dos Ideais de Abril.
Juvenal Pereira
_____________
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
P42 - In Memoriam: Faleceu ontem, dia 3 de Outubro de 2012, o nosso camarada José Aires da Silva
O nosso camarada Juvenal Pereira fez chegar ao blogue a notícia do falecimento, ontem à noite, de forma repentina e inesperada, do nosso camarada José AIRES da Silva, militar da CART 2732.
Todos nos lembramos dele porque foi impedido do Bar dos Praças no nosso quartel de Mansabá.
Actualmente era um conceituado empresário do Funchal, que se dedicava ao restauro e comércio de antiguidades, além de ser dono do Madeira Bright Star Hotel, onde ficaram instalados alguns dos camaradas continentais que se deslocaram ao Funchal, aquando do Encontro da CART 2732, em 2010.
Aqui fica a nossa singela, mas sentida, homenagem a este camarada que agora nos deixa.
Funchal, Abril de 2010 - O Aires, de camisola encarnada, junto à Porta de Armas do nosso antigo quartel, assistindo ao reencontro do Silva e do Pires após 40 anos
Funchal, 18 de Março de 2012 - No Convívio/Comemoração dos 40 anos após o regresso da Guiné, o Aires, à direita, em conversa com um camarada da CART
À família do camarada Aires, apresentamos os nossos sentidos pêsames e a certeza de que jamais o esqueceremos
Todos nos lembramos dele porque foi impedido do Bar dos Praças no nosso quartel de Mansabá.
Actualmente era um conceituado empresário do Funchal, que se dedicava ao restauro e comércio de antiguidades, além de ser dono do Madeira Bright Star Hotel, onde ficaram instalados alguns dos camaradas continentais que se deslocaram ao Funchal, aquando do Encontro da CART 2732, em 2010.
Aqui fica a nossa singela, mas sentida, homenagem a este camarada que agora nos deixa.
Funchal, Abril de 2010 - O Aires, de camisola encarnada, junto à Porta de Armas do nosso antigo quartel, assistindo ao reencontro do Silva e do Pires após 40 anos
Funchal, Abril de 2010 - Nesta foto, durante a visita às antigas casernas, o Aires em amena cavaqueira com um camarada da 2732
Funchal, 10 de Abril de 2010 - Já no Almoço/Convívio, o Aires à esquerda, em primeiro plano
Funchal, 18 de Março de 2012 - No Convívio/Comemoração dos 40 anos após o regresso da Guiné, o Aires, à direita, em conversa com um camarada da CART
À família do camarada Aires, apresentamos os nossos sentidos pêsames e a certeza de que jamais o esqueceremos
quarta-feira, 20 de julho de 2011
P31 - Tivemos notícias da família do nosso malogrado camarada Alf Mil José Armando Couto
1. No passado dia 14 de Julho recebemos esta mensagem da jovem Custódia Couto:
Boa Noite,
O meu nome é Custódia Couto, tenho 26 anos e sou neta do José Armando Santos do Couto.
Como devem calcular, nunca tive oportunidade de conhecer o meu Avô, tal como ele também não teve a possibilidade de conseguir conhecer a última filha dele, que só a viu por fotografia.
Em tempos, eu fiz um trabalho para a escola acerca do meu Avô que me valeu uma óptima nota. Hoje por um devaneio de pesquisas, decidi pôr o nome dele no Google a ver se existiam mais documentos acerca dele na altura em que faleceu e por acaso dei com o vosso blog que me deixou muito emocionada e Feliz.
Posso tentar arranjar-vos uma fotografia do meu Avô para que vocês consigam completar a informação que colocaram dele no blog. Como neta e orgulhosa tanto do meu Avô como da minha Avó, terei muito gosto em vos ajudar.
Para a minha Avó que ainda é viva, saber de uma coisa destas é deixá-la muito Feliz pois sempre teve o meu Avó Zé como um exemplo.
Da união tiveram 4 filhos, a minha Mãe (que infelizmente faleceu este ano vitima de AVC com 47 anos) mais os meus 3 tios, a última fez este ano 41 anos, o mesmo tempo que tem o meu avô de falecimento (comprova-vos que não estou a mentir acerca do parentesco).
Aguardo noticias da vossa parte.
Com os melhores cumprimentos me despeço,
Custódia Couto.
2. Enviei esta mensagem resposta à nossa amiga Custódia:
Cara amiguinha Custódia
Que prazer enorme saber notícias da família do meu camarada Alferes Couto.
Ainda bem que nos escreveu porque não há uma foto do seu avô nos nossos arquivos. Tudo o que tiver dele mande-nos digitalizado para publicarmos no nosso Blogue. Eu sou editor de outro blogue de ex-combatentes da Guiné onde terei o maior prazer de lembrar a memória de seu avô, uma pessoa excepcional, sem o mínimo de jeito para as burocracias militares. Dava-se com toda a gente e não distinguia um soldado de um oficial.
Fizemos os dois a Especialidade na Escola Prática de Artilharia de Vendas Novas, ele como oficial e eu como sargento. Quis o acaso que fôssemos os dois para o Curso de Minas e Armadilhas na Escola Prática de Engenharia em Tancos e fomos ambos para a Madeira dar instrução e mais tarde irmos na mesma Companhia para a Guiné. Ele era o Comandante do 4.º Pelotão e eu um dos Furriéis do 3.º
O destino foi cruel para ele porque o vitimou com uma mina, e eu que o substituí nas suas funções após a sua morte, nunca esqueci o que lhe aconteceu e tive sempre o máximo cuidado.
Apesar de tudo, por duas vezes, uma das quais momentos depois de ele falecer, me ia acontecendo também um percalço.
Para já fico por aqui, pois não sei até que ponto a avó conseguiu ultrapassar a morte do marido.
Não me lembrava do número de filhos que tinham, pensava serem só dois. A sua mãe faleceu muito nova infelizmente, o que somado ao passado deve ter deixado marcas profundas na sua avó. Se bem me lembro ela era funcionária dos Correios. Ou estou a inventar? Já lá vão muitos anos, mas a imagem do Alferes Couto está bem nítida na minha memória.
[...]
Espero as fotos do avô e as suas próximas impressões.
Desculpe não ter respondido mais cedo.
Muito obrigado pelo seu contacto.
Receba um beijinho deste velho(te) companheiro de seu avô.
À senhora sua avó diga que o marido era querido pelos seus militares e que todos sentimos a sua ausência. Não são palavras de circunstância porque a esta distância dos acontecimentos, não têm razão de o ser.
Carlos Vinhal
Ex-Fur Mil da CART 2732
Guiné 1970/72
3. E obtive esta resposta:
Caro Carlos,
Fiquei muito contente de receber noticias suas pois pensei que não tinham recebido o meu e-mail.
É com muito orgulho que vou tentar fornecer tudo o que exista de fotografias para vos poder enviar do meu Avô.
Eu não tive oportunidade de o conhecer em pessoa, mas a minha Avó sempre fez muita questão de nos fazer respeitar todos os valores que o meu Avô um dia deixou na casa dele em Queluz, onde fui criada com muita educação.
A minha Avó, neste momento, encontra-se num misto de emoções, entre a tristeza e a alegria... a perda e o reencontro! Está fraca pela minha Mãe, mas quando lhe disse que o Marido até já tinha sido homenageado após os 40 anos da sua morte, vi-lhe um belo sorriso nos lábios que me deixou ainda mais orgulhosa. Porque se alguém tinha Orgulho do meu Avô Zé, esse alguém sempre foi a minha Avó Zé (Zé também por ser nome de baptismo dela.).
Tenho todo o gosto em tentar enviar-lhe o melhor e por isso vou tentar ser o mais breve possível.
Muito Obrigada pela sua resposta e Muito Obrigada por ter tido o prazer de estar com o meu Avô.
Com todo o respeito me despeço, um beijinho e um abraço,
Custódia Couto.
4. Entretanto recebemos esta mensagem sugestiva do nosso camarada Juvenal Pereira
Razão tem quem diz que a vida, afinal, nunca acaba. É extraordinário o facto de passarem 40 anos sobre a sua morte e alguém - concretamente a sua neta - "ressuscitar" o seu avô, o nosso querido e saudoso Alferes Couto, cujas virtudes não vale a pena aqui pormenorizar, pois o meu amigo Carlos Vinhal já o relatou à neta Custódia com toda a clareza e veracidade.
Se levarmos por diante a iniciativa de para o ano (2012) comemorarmos na Madeira o 40º aniversário do regresso da Companhia 2732, com a presença do maior numero de militares de então (madeirenses e continentais e respectivas famílias) a exemplo do que foi feito o ano passado comemorando a data da partida, muito gostaríamos de contar com a presença da esposa, desta neta ou mais familiares, aqui no Funchal, para que, infelizmente a titulo póstumo, pudéssemos prestar uma singela, mas sincera homenagem, ao homem e militar que foi o Alferes Couto.
Se o meu amigo puder fazer chegar este "convite-sugestão" à "nossa amiguinha" Custódia Couto seria muito bom... se bem que o momento seja particularmente difícil para esta jovem que acaba de perder a mãe prematuramente, a cuja dor me associo, endereçando os meus mais profundos sentimentos de pesar.
Um abraço.
Juvenal Pereira
Boa Noite,
O meu nome é Custódia Couto, tenho 26 anos e sou neta do José Armando Santos do Couto.
Como devem calcular, nunca tive oportunidade de conhecer o meu Avô, tal como ele também não teve a possibilidade de conseguir conhecer a última filha dele, que só a viu por fotografia.
Em tempos, eu fiz um trabalho para a escola acerca do meu Avô que me valeu uma óptima nota. Hoje por um devaneio de pesquisas, decidi pôr o nome dele no Google a ver se existiam mais documentos acerca dele na altura em que faleceu e por acaso dei com o vosso blog que me deixou muito emocionada e Feliz.
Posso tentar arranjar-vos uma fotografia do meu Avô para que vocês consigam completar a informação que colocaram dele no blog. Como neta e orgulhosa tanto do meu Avô como da minha Avó, terei muito gosto em vos ajudar.
Para a minha Avó que ainda é viva, saber de uma coisa destas é deixá-la muito Feliz pois sempre teve o meu Avó Zé como um exemplo.
Da união tiveram 4 filhos, a minha Mãe (que infelizmente faleceu este ano vitima de AVC com 47 anos) mais os meus 3 tios, a última fez este ano 41 anos, o mesmo tempo que tem o meu avô de falecimento (comprova-vos que não estou a mentir acerca do parentesco).
Aguardo noticias da vossa parte.
Com os melhores cumprimentos me despeço,
Custódia Couto.
2. Enviei esta mensagem resposta à nossa amiga Custódia:
Cara amiguinha Custódia
Que prazer enorme saber notícias da família do meu camarada Alferes Couto.
Ainda bem que nos escreveu porque não há uma foto do seu avô nos nossos arquivos. Tudo o que tiver dele mande-nos digitalizado para publicarmos no nosso Blogue. Eu sou editor de outro blogue de ex-combatentes da Guiné onde terei o maior prazer de lembrar a memória de seu avô, uma pessoa excepcional, sem o mínimo de jeito para as burocracias militares. Dava-se com toda a gente e não distinguia um soldado de um oficial.
Fizemos os dois a Especialidade na Escola Prática de Artilharia de Vendas Novas, ele como oficial e eu como sargento. Quis o acaso que fôssemos os dois para o Curso de Minas e Armadilhas na Escola Prática de Engenharia em Tancos e fomos ambos para a Madeira dar instrução e mais tarde irmos na mesma Companhia para a Guiné. Ele era o Comandante do 4.º Pelotão e eu um dos Furriéis do 3.º
O destino foi cruel para ele porque o vitimou com uma mina, e eu que o substituí nas suas funções após a sua morte, nunca esqueci o que lhe aconteceu e tive sempre o máximo cuidado.
Apesar de tudo, por duas vezes, uma das quais momentos depois de ele falecer, me ia acontecendo também um percalço.
Para já fico por aqui, pois não sei até que ponto a avó conseguiu ultrapassar a morte do marido.
Não me lembrava do número de filhos que tinham, pensava serem só dois. A sua mãe faleceu muito nova infelizmente, o que somado ao passado deve ter deixado marcas profundas na sua avó. Se bem me lembro ela era funcionária dos Correios. Ou estou a inventar? Já lá vão muitos anos, mas a imagem do Alferes Couto está bem nítida na minha memória.
[...]
Espero as fotos do avô e as suas próximas impressões.
Desculpe não ter respondido mais cedo.
Muito obrigado pelo seu contacto.
Receba um beijinho deste velho(te) companheiro de seu avô.
À senhora sua avó diga que o marido era querido pelos seus militares e que todos sentimos a sua ausência. Não são palavras de circunstância porque a esta distância dos acontecimentos, não têm razão de o ser.
Carlos Vinhal
Ex-Fur Mil da CART 2732
Guiné 1970/72
3. E obtive esta resposta:
Caro Carlos,
Fiquei muito contente de receber noticias suas pois pensei que não tinham recebido o meu e-mail.
É com muito orgulho que vou tentar fornecer tudo o que exista de fotografias para vos poder enviar do meu Avô.
Eu não tive oportunidade de o conhecer em pessoa, mas a minha Avó sempre fez muita questão de nos fazer respeitar todos os valores que o meu Avô um dia deixou na casa dele em Queluz, onde fui criada com muita educação.
A minha Avó, neste momento, encontra-se num misto de emoções, entre a tristeza e a alegria... a perda e o reencontro! Está fraca pela minha Mãe, mas quando lhe disse que o Marido até já tinha sido homenageado após os 40 anos da sua morte, vi-lhe um belo sorriso nos lábios que me deixou ainda mais orgulhosa. Porque se alguém tinha Orgulho do meu Avô Zé, esse alguém sempre foi a minha Avó Zé (Zé também por ser nome de baptismo dela.).
Tenho todo o gosto em tentar enviar-lhe o melhor e por isso vou tentar ser o mais breve possível.
Muito Obrigada pela sua resposta e Muito Obrigada por ter tido o prazer de estar com o meu Avô.
Com todo o respeito me despeço, um beijinho e um abraço,
Custódia Couto.
4. Entretanto recebemos esta mensagem sugestiva do nosso camarada Juvenal Pereira
Razão tem quem diz que a vida, afinal, nunca acaba. É extraordinário o facto de passarem 40 anos sobre a sua morte e alguém - concretamente a sua neta - "ressuscitar" o seu avô, o nosso querido e saudoso Alferes Couto, cujas virtudes não vale a pena aqui pormenorizar, pois o meu amigo Carlos Vinhal já o relatou à neta Custódia com toda a clareza e veracidade.
Se levarmos por diante a iniciativa de para o ano (2012) comemorarmos na Madeira o 40º aniversário do regresso da Companhia 2732, com a presença do maior numero de militares de então (madeirenses e continentais e respectivas famílias) a exemplo do que foi feito o ano passado comemorando a data da partida, muito gostaríamos de contar com a presença da esposa, desta neta ou mais familiares, aqui no Funchal, para que, infelizmente a titulo póstumo, pudéssemos prestar uma singela, mas sincera homenagem, ao homem e militar que foi o Alferes Couto.
Se o meu amigo puder fazer chegar este "convite-sugestão" à "nossa amiguinha" Custódia Couto seria muito bom... se bem que o momento seja particularmente difícil para esta jovem que acaba de perder a mãe prematuramente, a cuja dor me associo, endereçando os meus mais profundos sentimentos de pesar.
Um abraço.
Juvenal Pereira
Subscrever:
Mensagens (Atom)





